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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


http://www.youtube.com/watch?v=FCE-QdWd1qQ

"Cause I'm a gypsy
Are you coming with me?
I might steal your clothes
And wear them if they fit me


I never make agreements
Just like a gypsy
And I won't back down
'Cause life's already bit me


And I won't cry
I'm too young to die
If you're gonna quit me
'Cause I'm a gypsy..."
(Shakira - Gypsy)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tristeza..




"Tristeza eu tenho porque muitas das coisas que moram na minha alma não podem ser comunicadas. Por mais que eu diga e explique, quem ouve não entende." (R. A.)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010




"Lembre-se que o melhor relacionamento
é aquele em que o amor de um pelo outro
é maior do que a necessidade de um pelo outro."

(D. L.)

Definições (Mario Prata)





Definições


"Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação, esse negócio de amor, não sei explicar."


(M. P.)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010


"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.


Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."

(A.J)




"É preciso dar tempo ao amor, um tempo sem tempo, sem datas nem prazos, sem exigências nem queixas, porque o amor leva o tempo que for preciso."


(M. R. P)

domingo, 12 de dezembro de 2010




Vou ser breve.

Breve porque quero, breve porque preciso, breve porque não me agüento mais chorando pelos cantos, porque não agüento mais sempre ser apontada como a sofredora, a guerreira, a sobrevivente. Afinal de contas, qual foi a guerra que eu entrei que eu não me lembro? Não me deram uniformes e nem fardas, não me ensinaram a atirar e a me esconder de granadas.

Não quero mais guerra, quero paz.

Quero acordar de manhã, ira pra praia e sentar na areia sem pensar em quem vou encontrar, no que vou dizer, em quem vai ser meu amigo naquele dia. Não quero mais saber de números, de pessoas repetidas, de forçar melhores amizades só pra não me sentir imensuravelmente sozinha. No fundo, afinal, todos somos sozinhos. Ninguém nunca vai me entender por completo porque só quem tem a capacidade de me completar sou eu, não quero mais buscar complemento em nada.

Não quero que minhas palavras sejam mais fortes do que eu, que meus pensamentos me deixem o dia todo presa em um canto da casa só, maquinando na minha cabeça como a minha vida poderia ser boa se eu me deixasse viver. Não quero chegar aos trinta como cheguei aos vinte e cinco, pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos em círculos sempre me disseram que eu deveria ser pra que eu, finalmente então, pudesse ser livre. E feliz.

Não quero mais usar minha licença poética só pra falar de sentimentos quebrados, minha habilidade de enfileirar as palavras só pra falar do que nem eu mesma agüento mais ouvir porque parece um cd riscado que há quase dez anos toca a mesma música do nascer ao pôr do sol.

Não quero mais que a minha peculiaridade, a minha fragilidade e, principalmente a minha prolixidade me façam ser aquela que todo mundo vêm atrás de respostas mesmo sabendo que, não muito mais fundo do que a superfície, eu não tenho nenhuma. Não quero ser exemplo, não quero ser o que ninguém quer ser, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa.

Quero ser nada, pra poder ser tudo o que me der vontade.

Não quero mais trilhas sonoras pré estabelecidas e conversas repetidas. Não quero mais meus moralismos, meus sexismos, minhas confusões de onde é que eu sento, de qual vai ser a minha opinião quando eu a mudo a todo dia. Não quero mais estar na festa e passar a festa toda olhando pros lados, esperando alguém dizer alguma coisa que faça sentido, esperando a felicidade das pessoas deixar de ser forçada e virar verdadeira.

Não quero mais muitas coisas que, na verdade, nunca quis mas sempre vivi porque achava que eu precisava, que eu deveria. Não preciso, não devo, não quero.

Não quero mais magoar quem me ama, a começar por mim mesma, não quero mais impor as minhas vontades quando eu não sei se quero mais tê-las. Não quero saber se vou te amar pra sempre, se vamos andar de mãos dadas quando as nossas estiverem enrugadas, não quero mais pensar na minha vida sem você, não quero mais pensar na minha vida com você, não quero pensar em carreira, em casamento ou em filhos, não quero pensar. Vou ser breve, me dê só um momento pra respirar. Não quero saber de mais nada.

Quero silêncio.


(R. G.)




"De repente vi na minha frente... a única pessoa que eu podia amar tão intensamente quanto desejo, sabendo que ela sempre dará amor em troca. Me amei! Descobri que posso brincar sozinha e me divertir de uma maneira que nunca pensei, que sou apaixonada pela minha maneira de ser, descobri que me basto. Também descobri que posso parecer ser bonita, inteligente, carinhosa, compreensiva, brincalhona, sexy com quem eu desejar, no momento que eu desejar... Que posso ser apaixonante, que posso conquistar... " (???)

sábado, 11 de dezembro de 2010



CERTO?

Ouvi dizer hoje à tarde que quando você é completamente dono da sua personalidade, ninguém jamais será capaz de usar ela contra você. Fiquei pensando que fazia sentido e que são justamente as pessoas que têm a capacidade de moldar mais e mais perfeitamente quem elas são, que conseguem no final, viver a vida sem passar pelo problema mais difícil – muito mais difícil do que ser julgado ou atacado por alguém – quem tem o dom, o tom e o movimento certeiro de se descobrir, se aceitar, se entender, se respeitar e se amar acima de tudo e de todas as coisas, jamais terá que ser questionado por si mesmo. Porque quando eu sou quem eu sou, e eu sei do que eu sou feito, ninguém tem o poder de me domar, me dominar; a minha guia vai ser a que eu quiser, ao vento que eu escolher.

Certo? Certo.

Mas aí continuei ouvindo. Ouvi outras conversas, percebi quantas verdades cabem dentro de uma mesma história. Se sou eu quem escuta, sou eu quem crio em cima do que já foi criado. E se pontos de vista existem, a minha personalidade não depende da de ninguém, mas cada pessoa vai continuar pensando o que quiser de mim. E pouco importa no fundo porque quem continua vivendo na minha pele sou eu, gostem os outros ou não.

Certo? Certo.

Mais adiante na conversa, ouvi que fulano não entendia como cicrano tinha o poder de odiar e amar sua mulher, tudo junto, de uma vez, tão sem fim na decisão se ela era ou não a pessoa que ele deveria permanecer junto, pra sempre. Fiquei ali pensando… “pra sempre é tanto tempo”. Nosso medo tão inseguro de não conseguirmos mais caminhar em dois pés porque num determinado momento nos acostumamos a andar em pares, dormir em pares, comer em pares. Nossos pés continuam sendo só dois, mas a gente se acostuma a andar feito cachorro, de quatro, seguindo o ritmo do dono, muitas vezes sufocados pela coleira sem saber se a sensação é de segurança ou de pavor.

Mas viver junto é o certo, certo? Certo.

Porque amor é tudo o que todo mundo procura. Amor tem a função impossível de preencher os buracos que já nasceram vazios, amor tem a obrigação de curar traumas de infância, de ser mais importante do que as realizações pessoais, do que o nosso egoísmo que poderia nos alavancar pra frente, amor tem o desejo quase burro, quase louco de tapar com outras as nossas saídas respiratórias, porque amor enche tudo, amor cobre tudo, amor não te deixa respirar, nem andar em dois pés, nem ver a vida com os dois olhos que nasceram no seu rosto, num único par.

E eu vejo naquela minha amiga casada há 15 anos e eu vejo na outra que procura alguém há outros 15. As pessoas vivem a vida toda nessa busca que não tem fim porque não tem começo, parece que nasce dentro da gente. Eu vejo em mim, vejo no meu namorado, vejo no namorado das outras e vejo nas outras que possivelmente gostariam de ter ou ser o meu namorado.

A busca do outro, a busca do perfeito, a busca da metade, a busca do recíproco simétrico não é mais do que a busca do si, do que falta em você para que você seja completo. Mas ninguém nunca é completo já que somos movidos a ar e de tanto tentar encaixar amor nos buracos, acabamos parados.

E não sou eu que vou levantar a bandeira contra o amor. Justo eu que só sei falar disso, que vivo pra isso e disso, justo eu que atravessei o mundo mais do que uma vez, que aceitei não viver a minha vida do jeito que eu achava ser o melhor pra mim, justo eu que personifico aquilo que projeto simplesmente pra acariciar meu desejo de ser o amor, em pessoa.

Não vou maltratar o amor, porque o amor move tudo, o amor resolve tudo, o amor luta as lutas que eu não tenho coragem de lutar, o amor faz retratos tão bonitos e escreve poesias incríveis, o amor me dá material há anos para falar só dele, em tantas frases diferentes, sempre ele, como um mantra, e mesmo só me repetindo há anos, o amor faz parecer tudo novo, porque todo mundo continua na busca, no desespero, na corrida, na largada, no final do túnel, na outra metade da laranja, segurando a tampa de uma panela, do outro lado do telefone, o amor continua, o amor corre, corre, corre, o amor nunca chega, mas ele também nunca vai embora porque ele é onipresente e todo mundo deseja, almeja, reza tanto o amor o tempo todo. O amor é o Deus sem igreja, o amor tem diversos demônios em si, ciúme, traição, amor doença, amor dor.

Ruim ou bom, longo ou curto, todo mundo precisa ou pensa que precisa de amor. E como o instinto é mais rápido que a razão, eu vou continuar entupindo minhas vias respiratórias de tudo o que tenha aquele cheiro, aquele gosto, aquela textura dele, do meu amor.

Palavras são só palavras e a gente sabe que o amor existe, certo? Certo.

Mas não tem cura.


(R. G.)